istemática dos judeus, os quais foram excluídos de cargos públicos, do exercício de profissões liberais, do comércio e dos bancos, impedidos de freqüentar cinemas, teatros, restaurantes e obrigados a usaruma estrela-de-davi amarela costurada sobre a roupa para que fossem facilmente reconhecidos. mas os judeus não foram os únicos a serem cruelmente executados,também haviam militantes comunistas, homossexuais, ciganos, eslavos, deficientes motores, deficientes mentais, prisioneiros de guerra soviéticos, membros da elite intelectual polaca, russa e de outros países do Leste Europeu, ativistas políticos, Testemunhas de Jeová, alguns sacerdotes católicos e sindicalistas, pacientes psiquiátricos e criminosos de delito comum.Todos estes grupos pereceram lado a lado nos campos de concentração e de extermínio.O número exacto de mortes durante essa passagem é desconhecido, mas segundo alguns especialistas estima-se que o número de pessoas desaparecidas, mortas ou assassinatos durante o conflito somam cerca de seis milhões de pessoas.
Um aspecto do Holocausto restrito a Alemanha que o distingue de outros assassinatos coletivos foi a metodologia aplicada a grupos diferenciados. Foram feitas listas detalhadas de vítimas presentes, encontrando-se, assim, registros meticulosos dos assassinatos.
Quando os prisioneiros entravam nos campos de concentração ou de extermínio, tinham de entregar toda a propriedade pessoal aos Nazis - que era catalogada detalhadamente e etiquetada, sendo emitidos recibos. Adicionalmente ao longo do Holocausto, foram feitos esforços consideráveis para encontrar meios cada vez mais eficientes de matar mais pessoas. Por exemplo, ao trocarem o envenenamento por monóxido de carbono, usado nos campos de extermínio de Belzec, Sobibór, e Treblinka para o uso de Zyklon-B em Majdanek e Auschwitz-Birkenau, na chamada Aktion Reinhard.
Ao contrário de outros genocídios que ocorreram numa área ou país específicos, o Holocausto foi levado a cabo metodicamente em virtualmente cada centímetro do território ocupado pelos nazistas, tendo os judeus e outras vítimas sido perseguidos e assassinados num espaço em que hoje existem 35 nações europeias e sido enviados para campos de concentração em algumas nações e campos de extermínio noutras nações.
Quando chegavam a estes campos, os prisioneiros eram divididos em dois grupos: aqueles que eram demasiado fracos para trabalhar eram imediatamente assassinados em câmaras de gás (que por vezes eram disfarçadas de chuveiros) e seus corpos eram queimados, enquanto que os outros eram primeiro usados como escravos em fábricas e empresas industriais localizadas nas proximidades do campo.
Os alemães também organizavam grupos de trabalho auto-sustentável entre os prisioneiros para trabalhar na reciclagem dos cadáveres e na colheita de certos elementos. Para alguns historiadores, os dentes de ouro eram extraídos dos cadáveres e cabelos de mulher (raspado das cabeças das vítimas) antes de entrarem nas câmaras incineradoras. Acreditam eles que esses produtos eram reciclados da seguinte forma: o ouro, fundido e usado na confecção de jóias; os cabelos, tecidos em tapetes e meias; a gordura, reprocessada para combustível.
Cinco campos — Belzec, Chelmno, Maly Trostenets, Sobibor, e Treblinka II — foram usados exclusivamente para o extermínio.
Nestes campos, apenas um pequeno número de prisioneiros foi mantido vivo para assegurar a tarefa de desfazer-se dos cadáveres de pessoas assassinadas nas câmaras de gás.
Além disso eram feitos experiências biológicas com as pessoas.Os médicos trabalharam em conjunto com os agentes das SS no extermínio promovido pelo estado nazista, atuando como soldados biológicos. Na época estavam muito em evidência as teses sobre eugenia, ciência que estuda as condições mais propícias ao "melhoramento" da raça humana. Foi em nome dela que os médicos nazistas cometeram várias atrocidades. Para os nazistas não eram os problemas sociais como as carências econômicas e sociais que causavam a marginalidade dos não-arianos. Ao contrário, a congênita "inferioridade racial" desses indivíduos que criava tais problemas. Dessa maneira, definiam as execuções como sendo de caráter humanitário, misericordioso, para aqueles "condenados pela seleção natural". Como para a medicina nazista a boa saúde era característica da superioridade racial ariana, ela deveria ser mantida a qualquer custo. Por essa razão, de 1933 até o início da guerra os alemães considerados "doentes incuráveis" foram submetidos esterilização para que o "mal" que carregavam não fosse proliferado.
"doentes incuráveis" que foram esterilizados estavam, conforme relato de Robert Lifton no livro The Nazi Doctors, "60 mil epiléticos, 4 mil cegos hereditários, 16 mil surdos hereditários, 20 mil pessoas com má formação no corpo, 10 mil com alcoolismo hereditário, 200 mil doentes mentais, 80 mil esquizofrênicos e 20 mil maníacos-depressivos". Lifton cita em seu livro o caso do médico Eduard Wirths, de Auschwitz, que inoculava o bacilo do tifo em judeus sos, sob a justificativa de que estes, naturalmente condenados a morrer, poderiam servir de cobaias para testes de vacinas. Muitos morreram em "experiências médicas" que incluam exposio alta pressão e congelamento. Para reforçar o caráter médico das execuções, muitas vezes uma ambulância pintada com as cores da Cruz Vermelha acompanhava os assassinatos. Muitos médicos se destacaram pela crueldade de seus métodos, entre eles Josef Mengele, de Auschwitz, que fazia experimentos genéticos especialmente em gêmeos. Segundo o professor Robert Proctor, autor de A Higiene Racial - A Medicina na época dos Nazistas, editado pela Harvard University Press, em Cambridge, Massachusetts, "o nazismo nada mais do que a aplicação dos conhecimentos biológicos". Para ele, tanto a teoria quanto a prática da doutrina nazista tiveram como ponto central a aplicação de uma política biológica.
- Cronologia
Em 1935, foram proclamadas leis racistas, chamadas Leis de Nuremberg. Nestas leis, era proibido aos judeus casar ou manter relações com arianos, ato este considerado vergonha racial. Quem desrespeitava estas leis era preso e levado para campos de concentração. O primeiro campo de concentração era Dachau, que foi criado em 23 de abril de 1933.
Em 13 de março de 1938, o exército alemão toma a Áustria, e aplica leis anti-judaicas. Novamente o mundo ficou calado. Em 22 de abril, um decreto elimina oficialmente os judeus da economia alemã. Os alemães assumem seus lugares. Em 15 de junho, começam as prisões dos judeus anteriormente presos, inclusive por violação das Leis de Trânsito. Naquela época, os nazistas queriam que os judeus saíssem da Alemanha. Porém, não havia lugar para eles. Foi improvisada uma conferência internacional em Heviam, França, para achar um lugar para os judeus se refugiarem. Ninguém os queria. A conferência acabou em fracasso
Em 28 de outubro, os judeus não nascidos na Alemanha foram presos, os bens confiscados, e levados (mandados) para fronteira com a Polônia e lá simplesmente jogados. De início a Polônia não quis deixá-los entrar. Ficaram ao relento, em condições muito precárias. Só depois de um tempo o governo polonês lhes consentiu a entrada.
Nos guetos era proibido às mulheres engravidarem. Também foram tirados dos guetos crianças até doze anos, idosos, doentes e pessoas magras. Em contrapartida, depois de cada deportação foram trazidos judeus, de outras partes do mundo, para os guetos já existentes. A vida nos guetos era de grande promiscuidade e incerteza. Os alemães davam sempre esperanças de sobrevivência aos infelizes moradores do gueto. As deportações eram sempre feitas da maneira mais brutal possível.
- Números
O número exato de pessoas mortas pelo regime nazi continua a ser objecto de pesquisa.
Documentos liberados recentemente do segredo no Reino Unido e na União Soviética indicam que o total pode ser algo superior ao que se acreditava. No entanto, as seguintes estimativas são consideradas muito fiáveis
5.6 – 6.1 milhões de judeus
dos quais 3.0 – 3.5 milhões de judeus polacos
2.5 – 3.5 milhões de polacos não-judeus
3.5 – 6 milhões de outros civis eslavos
2.5 – 4 milhões de prisioneiros de guerra (POW) soviéticos
1 – 1.5 milhões de dissidentes políticos
200 000 – 800 000 roma e sinti
200 000 – 300 000 deficientes
10 000 – 25 000 homossexuais
2 500 – 5 000 Testemunhas de Jeová
- Fotos
Massacre
A Inquisisão nazista
Fontes:
Descobrindo a História
Elio Bonifazi e Umberto Dellamonica







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