
domingo, 4 de novembro de 2007
Linha do Tempo
1918 - Fim da 1ª Guerra Mundial
1919- Mussolini funda o " Fascio di Combattimento"
1920-Lei Seca entra em vigor
1923 - Espanha cai sob a ditadura do Gen. Primo de Rivera
Crise econômica alemã chega ao auge
Hitler tenta um golpe para tomar o poder, mas fracassa
1924 - Mussolini assume o poder na Itália
1929 - Crise econômica nos EUA
1930 - Hitler elege 107 representantes no parlamento alemão
1933 - Fim da Lei Seca
Hitler assume como primeiro ministro
1934 - Hitler assume poder total na Alemanha, com a morte do presidente
1935 -Itália recebe autorização para tomar a Etiópia
1936 - Guerra Civil Espanhola
Formação do eixo Roma-Berlim
Tomada da Áustria e dos Sudetos pela Alemanha
1939- Fim da Guerra Civil Espanhola
Alemanha invade o restante da Tchecoslováquia
Pacto Germanico-Soviético
Invasão da Polônia
Stalin invade os países bálticos e a finlândia
Início da Segunda Guerra Mundial
1940 - Tropas alemãs invadem a Dinamarca, Holanda e Bélgica, Paris.
Assinatura do Armistício de Campiègne
Mussolini declara guerra à França, à Inglaterra e à Grécia
1941 - Tropas italianas invadiram o Egito
Ataque alemão contra a URSS.
Japão toma parte da China
ataque japonês ao navio Pearl Habor
EUA declara guerra ao Japão
1943 - Cai o fascismo na Itália
Invasão do norte da Itália pela Alemanha
1944 - “Dia D”
1945 -Rendição Alemã
Lançamento das bombas atômicas em Hiroxima e Nagasáqui
Rendição do Japão
Fim da Segunda Guerra
Tratado de paz
Segunda Guerra Mundial
- Fases da Segunda Guerra
São eles as Potências do Eixo e as Potências Aliadas. As Potências do Eixo contam com Alemanha, Itália e Japão. As Potências Aliadas contam com Inglaterra, França, União Soviética e Estados Unidos.
começa em setembro de 1939 e termina em junho de 1942. As potências do Eixo estavam se expandindo muito nessa fase. Os alemães invadiram a Dinamarca e a França em abril de 1940, e em maio eles invadiram a Holanda e a Bélgica, e mais tarde a França. Em abril de 1941 os alemães invadiram a Iugoslávia e a Grécia, e então, rompendo acordos anteriores, o exército alemão invadiu a União Soviética. Os italianos avançaram no Egito, e os alemães desembarcaram na África. Então os japoneses avançaram no Pacífico, atacando a base militar de Pearl Harbor. O objetivo principal do Japão era formar um grande império asiático, com a conquista de regiões ricas em matérias-primas, sobretudo petróleo e borracha, necessários para manter sua máquina de guerra. Em dezembro de 1941, a aviação japonesa fez um ataque-surpresa à base norte americana de Pearl Harbor, no Havaí. Foi então que os Estados Unidos acordaram para a guerra. As divergências entre Estados Unidos e Japão já vinham de longa data.
Segunda Fase:
a terceira fase foi de março de 1943 a setembro de 1945 e foi a fase final da guerra. Nessa fase as forças do Eixo foram derrotadas, perdendo o Mediterrâneo. No dia 6 de junho de 1944, o Dia D, os aliados desembarcam na Normandia. A Alemanha foi envolvida de todos os lados pelos exércitos aliados. No dia 30 de abril de 1945, vendo que a situação não estava favorável à Alemanha, Hitler e sua mulher se suicidaram. No dia 7 de maio, o alto comando alemão assinou à rendição incondicional da Alemanha. Assim a guerra terminou na Europa, mas só foi terminar completamente com a rendição do Japão, após o lançamento de duas bombas atômicas sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki.
- Causas
- A assinatura do tratado de paz no final da Primeira Guerra Mundial (Tratado de Versalhes) deixou a Alemanha humilhada e despojada de suas possessões. Perdeu seus territórios ultramarinos e, na Europa, a Alsácia-Lorena e a Prússia Oriental. Os exércitos aliados ocuparam a região do Reno, limitaram rigorosamente o tamanho do Exército e da Marinha alemães, e o seu país foi obrigado a pagar indenizações pela Primeira Guerra Mundial que logo provocaram o colapso de sua moeda e causaram desemprego em massa.
- Nacionalismo: Uma das causas mais fortes teria sido o nacionalismo, fonte das agressões da Alemanha, Itália e Japão. Os regimes fascistas existentes à época nestes países, foram sendo construídos com base num sentimento nacionalista. Adolf Hitler e o Partido Nazista usaram o sentimento nacionalista, na altura bastante explícito na sociedade alemã ,de maneira eficaz. Na Itália, a ideia da restauração de um Império Romano era atrativo para muitos habitantes desse país. No Japão, o nacionalismo, como sentimento de sentido de dever e honra, dedicado especialmente ao imperador, tinha já séculos de prevalência.
- Primeira Guerra Mundial: Dito pelo então presidente Norte-Americano Woodrow Wilson, como a guerra para acabar com todas as guerras, não acabou sendo bem assim, principalmente para a Alemanha, que buscava meios de se vingar das humilhações sofridas pela derrota. Como disse Winston Churchill, Essa guerra é, de fato, uma continuação da anterior.
- Lebensraum: A preocupação primária de Hitler durante esse período foi com a necessidade alemã de Lebensraum, ou seja, espaço vital. Se o país devia passar de nação de segunda categoria para primeira potência mundial, necessitava de espaço para se expandir, e se precisava comportar uma população em rápido crescimento e exigindo prosperidade, necessitava de terras para cultivo e matérias-primas para energia e indústria
- Grande Depressão.
- Política de apaziguamento.
- Anti-semitismo.
- Polónia: Principalmente, com relação ao "corredor polonês (ou polaco)".
- Revolução Russa e o Anti-comunismo
- Itália: Uma aliança entre a Alemanha e a Itália é um dos objetivos essenciais contidos no Mei Kampf. Os acontecimentos haviam mostrado quão úteis essas duas potências podiam ser uma à outra. A recusa alemã de participar das sanções contra a Itália diminuiu grandemente a eficiência dessas sanções. E agora os dois Estados estavam lutando lado a lado para esmagar o governo republicano da Espanha. E entre o entendimento a respeito da Espanha e a colaboração num âmbito europeu, ia apenas um passo.
- Conseqüencias
As principais conseqüências da Segunda Guerra Mundial foram:
- A redefinição da ordem mundial em favor das superpotências: Os Estados Unidos, que confirmam a sua hegemonia no bloco capitalista. A União Soviética, que emergiu como potência de primeira grandeza, exercendo uma considerável influência na Europa Oriental. Essas duas superpotências tornaram-se os grandes líderes políticos mundiais, reunindo em torno de si diversos países.
- Um declínio da influência política, econômica e mesmo cultural da Europa. A Europa mergulhou numa crise profunda. As antigas potências mundiais, Inglaterra e França, perderam suas posições para os já falados Estados Unidos e União Soviética. A posição de centro de civilização que a Europa tinha antes da guerra foi completamente perdida para esses países.
- O avanço das técnicas militares de destruição. Aos instrumentos tradicionais de guerra, foram somados novos tanques, foguetes, radares, aviões, submarinos, e finalmente a bomba atômica.
- A fundação da ONU, a Organização das Nações Unidas. Essa organização foi criada em 1945. A ONU é um organismo mundial, que inicialmente reunia 26 nações, que firmaram a Carta das Nações Unidas. Essa Carta entrou em vigor no dia 24 de outubro de 1945, e tem por objetivos principais: servir de mediador nos conflitos entre países para evitar desfechos mais graves como a Segunda Guerra Mundial; manter a paz mundial; desenvolver a solidariedade entre as nações; estimular o progresso mundial; e promover o respeito pela dignidade da pessoa humana. A sede da ONU é em Nova Iorque, nos Estados Unidos, mas a área em que se situa é considerada território internacional, com leis próprias, bandeira própria e serviços de segurança e de comunicação independentes.
- A Bomba Atômica: seus efeitos e consequências
A decisão final para a utilização da bomba atômica foi tomada pelo presidente Truman. Apesar da maré crescente de críticas, ele assumiu a responsabilidade total pelo ato. A justificativa para a utilização da bomba atômica foi que a guerra acabaria muito mais cedo e pouparia muitas vidas, mas não foi isso o que aconteceu. O que aconteceu foi que apesar de estarem com sua marinha e sua força aérea bastante prejudicadas e quase completamente destruídas, os japoneses continuavam na guerra, e continuavam resistindo. Eles utilizavam pilotos suicidas, denominados Kamikazes, que se atiravam contra os alvos americanos com seus aviões carregados de explosivos. Esses alvos geralmente eram os navios. Esses pilotos causavam grandes perdas aos aliados.Em outubro de 1939, pouco tempo depois do início da guerra, começaram os planos de desenvolvimento da bomba atômica. No fim de julho de 1945 já estava montado o palco para a decisão final. Truman tomou a decisão final de lançar a bomba em 25 de julho. Às 2h45min do dia 6 o bombardeio que transportava a bomba levantou vôo. Seis horas e meia depois, a bomba foi lançada sobre Hiroshima, a oitava maior cidade do Japão, para explodir 50 segundos depois, a uma altura de cerca de 600 metros. Foi nesse momento que os Estados Unidos revelaram ao mundo, através de um clarão fascinante, o início da era atômica. Três dias depois, outro avião decolou com a segunda bomba, tendo como alvo a cidade de Kokura. Entretanto, o avião não conseguiu voar sobre o alvo e atirou a bomba sobre o alvo alternativo, Nagasaki. No dia seguinte o Japão pediu paz.As conseqüências das bombas atômicas foram desastrosas. Com um incensurável poder de destruição, a bomba atômica não só destruiu completamente seus alvos como provocou lesões genéticas que foram transmitidas pelos sobreviventes aos seus filhos e aos filhos de seus filhos. Até hoje nascem crianças com problemas genéticos causados pela radiação das bombas de Hiroshima e Nagasaki.Em Hiroshima foram mortas mais de sessenta mil pessoas, e em Nagasaki a fumaça subiu a mais de seis mil metros, formando o famoso cogumelo, e o calor e o fogo queimaram as pessoas e as casas.
- Fim da Segunda Guerra
Em outubro de 1945, os países vencedores reuniram-se em Londres, a fim de decidir as condições de paz. Naquela ocasião, firmou-se entre eles a divisão da Alemanha e, posteriormente, de Berlim. Os nazistas foram julgados no Tribunal de Nuremberg e seu potencial industrial foi distribuído entre as partes envolvidas. O destino dos países satélites da Alemanha nazista também firmou-se por meio de tratado: Em 1947, estabeleceu-se a paz com a Itália, que perdeu suas colônias para os vencedores. Trieste, colônia italiana, foi declarada porto livre, pois, devido à sua localização, era exigida tanto por ocidentais como por orientais. A Romênia cedeu aos russos os territórios de Bessarábia e da Bucovina setentrional. A Bulgária cedeu à Iugoslávia e à Grécia as regiões conquistadas na Macedônia e na Trácia. A Hungria retornou às suas fronteiras anteriores à guerra. A Finlândia liberou passagem para os soviéticos no porto de Petsamo; a URSS obteve o domínio da ilha de Porkkla por 50 anos e o corredor terrestre do Golfo da Finlândia-Helsinque. A URSS manteve ainda o controle na região danubiana. Aos países vencidos foi imposta a redução das forças armadas e pesadas reparações de guerras. A Polônia cedeu à Rússia territórios da parte Leste; províncias alemãs foram integradas ao território polonês. O Japão restituiu a Manchúria e a Coréia à China.
- Fotos
Ataque a Pearl Harbor (base americana).

Aviões Lancaster ingleses em ação
Bomba atômica

http://www.brasilescola.com/, capturado dia 4 de novembro
www.colegiosaofrancisco.com.br, capturado dia 4 de novembro
http://pt.wikipedia.org/, capturado dia 4 de novembro
http://www.vestigios.hpg.ig.com.br/, capturado dia 4 de novembroPerseguições
istemática dos judeus, os quais foram excluídos de cargos públicos, do exercício de profissões liberais, do comércio e dos bancos, impedidos de freqüentar cinemas, teatros, restaurantes e obrigados a usaruma estrela-de-davi amarela costurada sobre a roupa para que fossem facilmente reconhecidos. mas os judeus não foram os únicos a serem cruelmente executados,também haviam militantes comunistas, homossexuais, ciganos, eslavos, deficientes motores, deficientes mentais, prisioneiros de guerra soviéticos, membros da elite intelectual polaca, russa e de outros países do Leste Europeu, ativistas políticos, Testemunhas de Jeová, alguns sacerdotes católicos e sindicalistas, pacientes psiquiátricos e criminosos de delito comum.Todos estes grupos pereceram lado a lado nos campos de concentração e de extermínio.O número exacto de mortes durante essa passagem é desconhecido, mas segundo alguns especialistas estima-se que o número de pessoas desaparecidas, mortas ou assassinatos durante o conflito somam cerca de seis milhões de pessoas.
Um aspecto do Holocausto restrito a Alemanha que o distingue de outros assassinatos coletivos foi a metodologia aplicada a grupos diferenciados. Foram feitas listas detalhadas de vítimas presentes, encontrando-se, assim, registros meticulosos dos assassinatos.
Quando os prisioneiros entravam nos campos de concentração ou de extermínio, tinham de entregar toda a propriedade pessoal aos Nazis - que era catalogada detalhadamente e etiquetada, sendo emitidos recibos. Adicionalmente ao longo do Holocausto, foram feitos esforços consideráveis para encontrar meios cada vez mais eficientes de matar mais pessoas. Por exemplo, ao trocarem o envenenamento por monóxido de carbono, usado nos campos de extermínio de Belzec, Sobibór, e Treblinka para o uso de Zyklon-B em Majdanek e Auschwitz-Birkenau, na chamada Aktion Reinhard.
Ao contrário de outros genocídios que ocorreram numa área ou país específicos, o Holocausto foi levado a cabo metodicamente em virtualmente cada centímetro do território ocupado pelos nazistas, tendo os judeus e outras vítimas sido perseguidos e assassinados num espaço em que hoje existem 35 nações europeias e sido enviados para campos de concentração em algumas nações e campos de extermínio noutras nações.
Quando chegavam a estes campos, os prisioneiros eram divididos em dois grupos: aqueles que eram demasiado fracos para trabalhar eram imediatamente assassinados em câmaras de gás (que por vezes eram disfarçadas de chuveiros) e seus corpos eram queimados, enquanto que os outros eram primeiro usados como escravos em fábricas e empresas industriais localizadas nas proximidades do campo.
Os alemães também organizavam grupos de trabalho auto-sustentável entre os prisioneiros para trabalhar na reciclagem dos cadáveres e na colheita de certos elementos. Para alguns historiadores, os dentes de ouro eram extraídos dos cadáveres e cabelos de mulher (raspado das cabeças das vítimas) antes de entrarem nas câmaras incineradoras. Acreditam eles que esses produtos eram reciclados da seguinte forma: o ouro, fundido e usado na confecção de jóias; os cabelos, tecidos em tapetes e meias; a gordura, reprocessada para combustível.
Cinco campos — Belzec, Chelmno, Maly Trostenets, Sobibor, e Treblinka II — foram usados exclusivamente para o extermínio.
Nestes campos, apenas um pequeno número de prisioneiros foi mantido vivo para assegurar a tarefa de desfazer-se dos cadáveres de pessoas assassinadas nas câmaras de gás.
Além disso eram feitos experiências biológicas com as pessoas.Os médicos trabalharam em conjunto com os agentes das SS no extermínio promovido pelo estado nazista, atuando como soldados biológicos. Na época estavam muito em evidência as teses sobre eugenia, ciência que estuda as condições mais propícias ao "melhoramento" da raça humana. Foi em nome dela que os médicos nazistas cometeram várias atrocidades. Para os nazistas não eram os problemas sociais como as carências econômicas e sociais que causavam a marginalidade dos não-arianos. Ao contrário, a congênita "inferioridade racial" desses indivíduos que criava tais problemas. Dessa maneira, definiam as execuções como sendo de caráter humanitário, misericordioso, para aqueles "condenados pela seleção natural". Como para a medicina nazista a boa saúde era característica da superioridade racial ariana, ela deveria ser mantida a qualquer custo. Por essa razão, de 1933 até o início da guerra os alemães considerados "doentes incuráveis" foram submetidos esterilização para que o "mal" que carregavam não fosse proliferado.
"doentes incuráveis" que foram esterilizados estavam, conforme relato de Robert Lifton no livro The Nazi Doctors, "60 mil epiléticos, 4 mil cegos hereditários, 16 mil surdos hereditários, 20 mil pessoas com má formação no corpo, 10 mil com alcoolismo hereditário, 200 mil doentes mentais, 80 mil esquizofrênicos e 20 mil maníacos-depressivos". Lifton cita em seu livro o caso do médico Eduard Wirths, de Auschwitz, que inoculava o bacilo do tifo em judeus sos, sob a justificativa de que estes, naturalmente condenados a morrer, poderiam servir de cobaias para testes de vacinas. Muitos morreram em "experiências médicas" que incluam exposio alta pressão e congelamento. Para reforçar o caráter médico das execuções, muitas vezes uma ambulância pintada com as cores da Cruz Vermelha acompanhava os assassinatos. Muitos médicos se destacaram pela crueldade de seus métodos, entre eles Josef Mengele, de Auschwitz, que fazia experimentos genéticos especialmente em gêmeos. Segundo o professor Robert Proctor, autor de A Higiene Racial - A Medicina na época dos Nazistas, editado pela Harvard University Press, em Cambridge, Massachusetts, "o nazismo nada mais do que a aplicação dos conhecimentos biológicos". Para ele, tanto a teoria quanto a prática da doutrina nazista tiveram como ponto central a aplicação de uma política biológica.
- Cronologia
Em 1935, foram proclamadas leis racistas, chamadas Leis de Nuremberg. Nestas leis, era proibido aos judeus casar ou manter relações com arianos, ato este considerado vergonha racial. Quem desrespeitava estas leis era preso e levado para campos de concentração. O primeiro campo de concentração era Dachau, que foi criado em 23 de abril de 1933.
Em 13 de março de 1938, o exército alemão toma a Áustria, e aplica leis anti-judaicas. Novamente o mundo ficou calado. Em 22 de abril, um decreto elimina oficialmente os judeus da economia alemã. Os alemães assumem seus lugares. Em 15 de junho, começam as prisões dos judeus anteriormente presos, inclusive por violação das Leis de Trânsito. Naquela época, os nazistas queriam que os judeus saíssem da Alemanha. Porém, não havia lugar para eles. Foi improvisada uma conferência internacional em Heviam, França, para achar um lugar para os judeus se refugiarem. Ninguém os queria. A conferência acabou em fracasso
Em 28 de outubro, os judeus não nascidos na Alemanha foram presos, os bens confiscados, e levados (mandados) para fronteira com a Polônia e lá simplesmente jogados. De início a Polônia não quis deixá-los entrar. Ficaram ao relento, em condições muito precárias. Só depois de um tempo o governo polonês lhes consentiu a entrada.
Nos guetos era proibido às mulheres engravidarem. Também foram tirados dos guetos crianças até doze anos, idosos, doentes e pessoas magras. Em contrapartida, depois de cada deportação foram trazidos judeus, de outras partes do mundo, para os guetos já existentes. A vida nos guetos era de grande promiscuidade e incerteza. Os alemães davam sempre esperanças de sobrevivência aos infelizes moradores do gueto. As deportações eram sempre feitas da maneira mais brutal possível.
- Números
O número exato de pessoas mortas pelo regime nazi continua a ser objecto de pesquisa.
Documentos liberados recentemente do segredo no Reino Unido e na União Soviética indicam que o total pode ser algo superior ao que se acreditava. No entanto, as seguintes estimativas são consideradas muito fiáveis
5.6 – 6.1 milhões de judeus
dos quais 3.0 – 3.5 milhões de judeus polacos
2.5 – 3.5 milhões de polacos não-judeus
3.5 – 6 milhões de outros civis eslavos
2.5 – 4 milhões de prisioneiros de guerra (POW) soviéticos
1 – 1.5 milhões de dissidentes políticos
200 000 – 800 000 roma e sinti
200 000 – 300 000 deficientes
10 000 – 25 000 homossexuais
2 500 – 5 000 Testemunhas de Jeová
- Fotos
Massacre
A Inquisisão nazista
Fontes:
Descobrindo a História
Elio Bonifazi e Umberto Dellamonica
Expansão Alemã
O desemprego nas grandes cidades se expressou no aumento da criminalidade e na formação de guetos geográficos, culturais e raciais. A instabilidade política, provocada pela descrença em partidos de tendência liberal ou conservadoras, deram origem a grupos extremistas e radicais, como os stalinistas ou nazi-fascistas.
Os tratados de Paz assinados ao término da Primeira Guerra Mundial possuía cláusulas que impunham aos países vencidos condições abusivas e humilhantes. O que criou um sentimento de ódio e revanchismo. Isso tudo aliado à crise econômica provocada pela crise de 1929 fez com que se torna-se cada vez mais difícil a manutenção da paz.
As elites (militares, industriais e financeiras) do Japão, da Itália e da Alemanha pretendiam ampliar por todos os meios suas áreas de influência. Os japoneses estavam tomados por um militarismo ultranacionalista. A sociedade italiana, curvava-se a ascensão do seu líder fascista. E os alemães estavam interessados em resgatar o Tratado de Versalhes, acordo pelo qual perderam preciosas colônias, além de parte do seu território nacional, e que impôs ao país pesadas indenizações.
O programa de Hitler era claro. Num primeiro momento, regiões que anteriormente pertenciam á Alemanha, ricas em mátrias-primas valiosas para a sua indústria, como Alsácia e Lorena, deveriam ser recuperadas. Depois viria a conquista de fontes de matérias-primas em territórios sob controle de povos “inferiores”
A Grã-Bretanha e a França, responsáveis pela manutenção da paz mundial pela Liga das Nações, preferiram não se manifestar contra as ostensivas ambiciosas de Hitler, considerando que a expansão alemã poderia ser muito útil no bloqueio à União Soviética.
Às nações do primeiro grupo interessava a paz mundial a qualquer custo. Assim o Tratado de Versalhes foi ignorado. Como reagiram as grandes potências da Europa
- Anexações alemãs
Hitler pretendia criar um império alemão que compreendesse todas as populações européias de raça germânica. Para isso em 1938, voltou-se para a Áustria. O Chanceler austíaco convovou um plebiscito, pelo qual espera demostrar que a maioria dos austríacos era contrária a união. Para evitar isto, Hitler invade a Áustria, por causa da política de apaziguamento ninguém interveio.
No mesmo ano, sob pretexto de que à Alemanha competia vingar os maltratos das minorias almemãs na região ocidental da Tchecoslováquia, Hitler exigiu a cessão dos Sudetos, ambiciando na verdade, apossar-se ee suas fábricas de armamentos.
Assustados com o "desaparecimeto" da Áustria, franceses e britânicos resolveram intervir, uma vez que o governo Tcheco não aceitava a autonomia dos Sudestos, muito menos a sua incorporação pela Alemanha.
Assim, o Primeiro Ministro inglês Neville Chamberlain e o chefe do governo francês Dalaider, reuniram-se com Hitler e Mussolini em Munique, o que resultou no Pacto de Munique. Por ele ficava determinado que adimitia-se a anexação dos Sudetos pela Alemanha, sob a promessa que seria sua última reivindicação territorial
O presidente Tcheco, sem contar com o opoio das potências européias e correndo o risco de até mesmo sofrer uma represalha por elas, não pôde se defender.
A" paz para a nossa época" durou pouco.Logo o governo alemão coemçou a precisonar a Polônia exigindo a construção de uma estrada e uma ferrovia cruzando o chamdo corredor polonês, que separava a Prússia Oriental dos demais territórios alemães. Exigiu tambéma devolução de Dantzig, pertencente à Alemanha antes da Primeira Guerra. Além disso, em março de 1939, Hitler invadiu o restante da Tchecoslováquia
O desrespeito alemão ao tratado de Munique, levou os franceses e os britânicos a selar uma aliança com a Polônia, comprometendo-se em judá-la de uma eventual agressão alemã, assim como à Romênia e à Grécia.
As garantiasdadas à Polônia deixaram a URSS numa posição deliacada. A princípio Stalinchegou a acreditar que essa atitude vir a significar uma invasão anglo-francesa à URSS. Além disso, Stalin temia muito a invasão alemã, pois Hitler poderia querer expandir-se para o lado Asiático também. Porém a Alemanha precisava garantir que não seria atacada pela URSS , não precisando dividir as suas frentes de ataque, quando futuramente invadisse a Polônia. Assim os dois paíese selaram o Pacto secreto Germano-Soviético.
Os dois estavam "unidos" porém sem sabe as pretenções do outro
Finalmente, no dia 1º de setembro de 1939, Hitler ordenou a invasão da Polônia. A Inglaterra e a França lançaram um utimato para que Hitler evacuasse suas tropas. O não atendimento provocou a declaração de guerra conta a Alemanha, iniciando-se, então, a Segunda Guerra Mundial. Fontes:
Descobrindo a História 8ª série
Elio Bonifazi e Umberto Dellamonica
História Geral 2º Grau
Esaú e Gonzaga
História das Cavernas ao terceiro Milênio 8ª série
Patrícia Ramos e Myrian Becho
sábado, 3 de novembro de 2007
A Ameaça Totalitária
65% dos tchecos, têm má impressão sobre os ciganos, generalizam dizendo que são gente suja, preguiçosa e
criminosa. Eles são discriminados aonde quer que vão e principalmente na procura de empregos. Quase ¾ deles estão desempregados ( quando a taxa de desemprego do país é inferior a 6% e eles correspondem a 3% dapopulação).
originados de ideais nazistas
Dois municípios já planejaram criar guetos, com muros e guardas 24 horas por dia, para separá-los do restante da população. Mas os planos foram denunciados e contidos, com o argumento de ser uma atitude de política nazista. Nessa época, não só 90% dos judeus tchecos foram enviados para campos de morte como também muitos ciganos.
Essas são as heranças do fascismo italiano e do nazismo alemão, que mergulham no mundo na Segunda Guerra Mundial e provocam a morte de 50 milhões de pessoas.
O nazi-fascismo fez do mal uma banalidade, especialmente nos campos de concentração, onde milhares de pessoas foram brutalmente assassinadas.
- Raízes do totalitarismo
A Europa durante a Primeira Guerra, sofreu grandes perdas matérias, econômicas, culturais e humanas. Essa situação gerou uma grave crise e revoltas populares. Mas ao invés de caminhar para uma revolução socialista, como fez a URSS, acabou contribuindo para o desenvolvimento de movimentos pró-ditatoriais e totalitários de extrema direita.
- O fascismo na Itália
A Itália foi um dos países vencedores da Primeira Guerra Mundial. Com cerca de 750 mil mortos em combate, foi a menos afetada pelos horrores do conflito que a Alemanha ( 2 milhões de mortos), a Rússia (1 milhão e 700 mil) e a França (1 milhão e 400 mil). Apesar disso, sua população estava entre as mais insatisfeitas da Europa no imediato pós-
guerra.
A Itália ainda era um país pouco industrializado. Muitos trabalhadores rurais ao voltarem para casa encontraram um quadro de miséria, fome e desemprego. A lira achava-se depreciada em 75% e a inflação era altíssima.
imigrantes italianos, que vieram ao
Brasil fugindo da guerra
Com o fim da Primeira Guerra, eles esperavam que seu país recebesse algumas das colônias que haviam pertencido à Alemanha. Porém, elas foram entregues à Inglaterra e à França, o que provocou a decepção do povo italiano e o sentimento de traição por parte das grandes potências aliadas.

Nas eleições parlamentares de 1919, o Partido Socialista toma o po‘imperialismo fascista’ japonês, cometendo inúmeras atrocidades durante a II Guerra Mundial, como a morte de 300 mil civis (1945) em grandes cidades no sul da Alemanha, como colônia, bombardeadas incessantemente com Napalm (bombas incendiárias). Ou ainda a morte de quase 300 mil japoneses com os ataques nucleares em Hiroshima e Nagasaki, apenas para terminar a guerra antes que o Japão se rendesse e der.Este não conseguiu acabar com a crise e as grandes indústrias financistas retiraram o seu apoio ao governo. Manifestações populares começaram a ser cada vez mais freqüentes, erguendo uma bandeira contra o alto custo de vida. Isso tudo proporcionou a ascensão de um regime mais forte na Itália.
Surgiu, então,o Fascio di Combattimento, fundado por Benito Mussolini, um jornalista que organizava grupos políticos radicais.Ele pregava o fim da “ameaça comunista”, que assustava a burguesia, os grandes proprietários rurais e outros grupos conservadores.
Em 1921, num congresso realizado em Roma, Mussolini transforma o Fascio di Combattimento em Partido Nacional Fascista.E em 1924 subiu ao poder com 60% dos votos
Fascio(feixe), simboliza as diversas
cidades italianas
- Benito Mussolini
Nascido em 1883, Mussolini foi inicilamente militante do Partido Socialista, para o qual se dirigia o jornal Avanti!. Em 1915, afastou-se do socialismo e passou a defender posições nacionalistas. Integrou-se ao exército italiano, participando da Primeira Guerra Mundial.
Com o fim do conflito, Mussolini reuniu em torno de si um frupo hererogênio de pessoas descontentes com a situação vivida no páis. Entre elas haviam nacionalistas, estudantes, ex-sindicalistas, revolucionários, ex-anarquistas e ex-combatentes.Apesar das diferenças, essas pessoas estavam unidas por um objetivo comum: fazer da Itália uma potência respeitada por meio da contrução de um governo forte e centralizado
Em 1919, ele funda o Fascio di Combattimento.
- Governo Fascista
As primeiras medidas do Estado Fascista foram:
- Os poderes do chefe de governo foram fortalecidos
- O Parlamento perdeu autoridade
- A oposição Parlamentar foi eliminada

- Os partidos foram dissolvidos
- Foi suprido o direito de greve e declaradas ilegais todas as organizações sindicais não fascistas
- A imprensa contrária ao fascismo foi sufocada
fascistas arrasam a sede milanesa
do jornal Avanti!, em 1919
Para garantir o apoio italiano, Mussolini controlava meios de comunicação, livros didático, histórias literárias, entre outros.

A partir de 1932, a política externa italiana tornou-se cada vez mais ofensiva. Em janeiro de 1935, ansiosa pelo apoio da Itália contra a Alemanha, a França, deu carta branca apara a conquista da Etiópia. Porém a Liga das Nações tentou estabelecer punições comerciais contra a Itália, mas Mussolini pediu ajuda a Hitler. A partir de então, os laços entre os dois tornou-se cada vez mais estreitos.

- Propaganda Fascista
Durante os 20 anos em que permaneceu no poder, o fascismo italiano procurou apresentar-se como uma idologia da juventude. O fascismo cultuava o corpo, oferecia esportes e jogos coletivos e exaltava a virilidade, a saúde e as virtudes da família.
Ao lado disso, promovia a idealiazação do líder, apresentado nas peças de propaganda como um ser perfeito, dotado de gênio criador, vontade férrea e masculinidade a toda prova.
- Nazismo Alemão
A partir do final da Primeira Guerra Mundial, a Alemanha mergulhou em uma crise econômica agravada ainda mais pelas enormes indenizações impostas pelo Tratado de Versalhes e pela ocupação do vale do Ruhr por França e Bélgica. Para pagar as primeiras cotas de indenização de guerra, o governo alemão emitiu grandes quantidades de papel-moeda, sem considerar as reservas de ouro no país. Tal operação iniciou um processo inflacionário desastroso. O marco alemão desaba e consegue se estabilizar somente em Novembro de 1923, quando sua cotação atinge 4,6 bilhões de marcos para US$ 1. A hiper inflação tem efeito devastador sobre a economia, desorganizando a produção e o comércio. Em 1931, há 4 milhões de desempregados, quase 30 mil falências e a produção cai em todos os setores.


"Aceito qualquer trabalho imediamente"
No plano político, a situação também era grave, pois vários golpes de direita e esquerda se sucederam, todos fracassados.
Isso tudo gerou um ressentimento, difundido especialmente entre a classe média e alta burguesa, o que favoreceu o nascimento de grupos de direita fortemente nacionalistas, que rejeitavam a democracia liberal e propunham a formação de um governo autoritário, capaz de resgatar o orgulho ferido alemão.
Surgiu, então, o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nazista), chefiado por Hitler. Ele percorreu a Alemanha para divulgá-lo e conseguir mais adeptos. As reuniões do partido eram feitas com alguns rituais, como numerosas paradas, ataques violentos aos socialistas, além dos uniformes.Foi fundado também um jornal partidário. Vários adeptos foram recrutados entre desempregados. Alguns intelectuais também se filiaram.
Com a crise de 1923, Hitler organizou uma manifestação militar para tomar o poder. Numa concentração em Munique, avisou que uma revolução nacional começara; mas o povo não o seguiu. Após um conflito com a polícia, Hitler foi preso e o Partido Nazista começou um declínio contínuo, até que, em 1929, havia menos de 120.000 membros, devido a intensa propaganda nazista em jornais, panfletos, etc.
Assim, na eleições de 1930, Hitler conseguiu eleger 107 representantes no Parlamento alemão. E em 1932, tornou-se o maior partido do país, 37,3% dos votos parlamentares. Comunistas e socialdemocratas somados tinham mais votos, porém por decisão de Stalin, os comunistas se recusaram a aliar-se aos socialdemocratas para derrotas os nazistas. Essa decisão contribuiu para a ascensão de Hitler ao poder.
Em 1933, Hitler assume o cargo de primeiro ministro, e instaura um regime ditatorial e totalitário, formando um governo com integrantes fiéis ao nazismo.
Além disso, ordenou intensos massacres e desmoralizações aos seus opositores e com a morte do presidente em 1934, ele assumiu o poder completo. Assim, ele dissolveu o Parlamento, nomeou todos os governadores locais e transferiu a capital de Weimar para Berlim.
Ele promoveu um vasto programa de obras públicas e formação de frentes de trabalho, além do desenvolvimento secreto de armamentos, proibido pelo tratado de Versalhes. Tudo isso estimulou o renascimento da indústria alemã, que em 1939 só perdia para os EUA.
- Hitler
Hitler nasceu na Áustria e pretendia ser pintor. Mas, por duas vezes, foi reprovado nos exames para ingresso na Academia de Viena. Após a morte dos pais, vivia como um mendigo, pernoitando em albergues e tentando viver dos cartões postais que p
intava.
Quando começou a guerra, incorporou-se em um regimento alemão. Participou com bravura, foi ferido duas vezes e condecorado com a Cruz de Ferro. Mas a derrota o abalou profundamente.
Ele era extremamente nacionalista. Opunha-se aos judeus, num anti-semitismo cujas origens são difíceis de serem explicadas. Via nos judeus um fator de corrupção do povo alemão. Cristo e Marx, dois judeus, pregavam a igualdade entre os homens e a resignação, idéias que Hitler considerava nocivas ao povo alemão. Daí, surgiu sua doutrina racista, segundo a qual os homens eram desiguais por natureza. A raça superior era a dos arianos (germânicos), altos e alourados. Na Alemanha, eles existiam em estado puro, sendo, pois, a raça sob a humilhação do Tratado de Versalhes. O povo alemão deveria agrupar-se em um único estado: A Grande Alemanha, que reuniria todas as populações germânicas. Propunha também a formação de um território único, chamado espaço vital.
Desprezava os povos latinos e principalmente os eslavos, os quais julgava que deveriam ser reduzidos à escravidão, dominados pelos germânicos. A pureza da raça ariana deveria ser defendida através da impiedosa perseguição aos judeus.
A partir dessas idéias de Hitler, surgiu o Nazismo, um regime totalitário e militarista que se baseava numa mística heróica de regeneração nacional. Apóia-se no campesinato e não tem a estrutura corporativista do fascismo.
- Suástica
Os nazistas foram espertos em utilizar um símbolo já consagrado em outras época e sociedades para dar legitimidade às suas pretensões totalitárias. O mais conhecido deles é a suástica, cujo desenho lembra uma cruz de braços iguais e dobrados para o lado direito.Também chamada de cruz gamada, a suástica é um símbolo de significado ainda desconhecido que aparece em sítios arqueológicos em regiões do Oriente Médio, do Extremo Oriente e nas Américas. Segundo alguns, ele representa o círculo do sol e fazia referência ao tempo e espaço: as quatro estações, os 4 pontos cardeias.
- Propaganda
Mais que os fascistas italianos, os nazistas souberam explorar todas as possibilidades oferecidas pelos modernos meios de comunicação de massa.
O grande responsável por isso foi Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Hitler.
Por meio de rádios, Goebbels lançava contínuas campanhas controladas do partido, com transmissões diárias também para as Américas e a África. Particularmente os “noticiários cinematográficos”, inseridos durante os filmes a fim de poder explorar toda a oportunidade de doutrinação.
Ao lado disso, era fundamental também desenvolver o nacionalismo e o patriotismo alemão
" O teu sim ao Führer"


Fontes
Descobrindo a História 8 série
Elio Bonifazi e Umberto Dellamonica
História Geral (Moderna e Contemporânea) 8ª série Marlene e Silva
História das Cavernas ao terceiro Milênio 8ª série
Patrícia Ramos e Myrian Becho
História Geral
Luciano Ramos
História Geral 2º grau
Esaú e Gonzaga
http://www.midiaindependente.org, capturado 3 de novembro de 2007
http://www.notapositiva.com/, capturado 3 de nove,bro de 2007
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Guerra Civil Espanhola
A Espanha na década de 30 ainda era muito atrasada, enquanto a Europa ocidental já possuía instituições políticas modernas, no mínimo há um século a Espanha era um oásis tradicionalista, governada pela "trindade reacionária"(O Exército, a igreja católica e o Latifúndio). Assim, Foram convocadas eleições ,em 1931, para compor uma assembléia constituinte em Junho, que proclama a separação entre Igreja e Estado, e embora os monarquistas tenham saído vitoriosos, os republicanos conquistaram a maioria nas grandes cidades. Prevendo uma guerra civil, o rei Alfonso XIII prefere abdicar e proclama-se a Segunda República.
Iniciou-se então um período de intensos conflitos entre as duas forças contrárias.
- Frente Popular: formava o Governo Republicano, representando os sindicatos, os partidos de esquerda e os partidários da democracia. Tinha o objetivo de acabaçar com o avanço do fascismo que já havia conquistado Itália, a Alemanha e a Áustria. Socialistas, Comunistas (estalinistas e troskistas) Anarquistas e Democratas liberais deveriam uniram-se para chegar e inverter a tendência mundial favorável aos regimes direitistas
- Falange: forças do nacionalismo e do fascismo, aliadas as classes e instituições tradicionais da Espanha (O Exército, a Igreja e o Latifúndio). Tinha o objetivo de livrar o país da influência comunista e do franco-maçonaria e restabelecer os valores da Espanha tradicional, autoritária e católica.
A esperança era que a Espanha pudesse ser como seus vizinhos ocidentais e marchar para uma reforma modernizante que separasse estado e igreja e que introduzisse as grandes conquistas sociais e eleitorais recentes, além de garantir o pluralismo político e partidário e a liberdade de expressão e organização sindical. Mas o país terminou por conhecer um violento enfrentamento de classes, visto que à crise seguida por uma profunda depressão econômica, provocando a frustração generalizada na sociedade espanhola.
Em 1933, a recusa dos anarquistas em dar apoio aos partidos de esquerda, e sua propaganda pela "greve do voto", permite a vitória eleitoral da direita. Mas em 1936 foi derrotada pela Frente Popular.
A reação dos grupos conservadores foi fulminante. No dia 18 de julho de 1936, o Gen. Francisco Franco insurge o Exército, estacionado no Marrocos, contra o governo republicano. Ocorre que nas principais cidades, como a capital Madri e Barcelona, a capital da Catalunha, o povo saiu às ruas e impediu o sucesso do golpe. Milícias anarquistas e socialistas foram então formadas para resistir o golpe militar.
Teve início, assim, a sangrenta guerra civil entre os falangistas, dirigido por Francisco Franco, contra as forças republicanas.
O lado nacionalista de Franco conseguiu imediato apoio dos nazistas (Divisão Condor, responsável pelo bombardeamento de Madri e de Guernica) e dos fascistas italianos (aviação e tropas de infantaria e blindados) enquanto que Stalin enviou material bélico e assessores militares para o lado republicano.
A pior posição foi tomada pela França e a Inglaterra que optaram pela "Não-Intervenção". Mesmo assim, não foi possível evitar o engajamento de milhares de voluntários esquerdistas e comunistas que vieram de todas as partes (53 nacionalidades) para formar as Brigadas Internacionais (38 mil homens) e lutar pela defesa da República.
A guerra, que provocou quase 1 milhão de mortos e 2 milhões de feridos, terminou em 1939 com a vitória dos falangistas. Franco assumiu o título de generalíssimo e implantou um regime autoritário, em muitos aspectos semelhantes ao fascista, ficando no poder até 1978, ano em que morreu.
A Guerra Civil Espanhola foi, em muitos aspectos, um ensaio para a Segunda Guerra Mundial. Durante o conflito, Hitler e Mussolini testaram a eficiência de seus armamentos já pensando em uma guerra de proporções muito maiores.
- Guernica
1. Antecedentes
Na noite de 25 de julho de 1936, Hitler decidiu-se a apoiar Franco. Na semana anterior o general espanhol havia rebelado o exército contra o governo republicano-esquerdista da Frente Popular. A solicitação era modesta, contribuição de uma dezena de aviões de transporte e algumas armas. Hitler não hesitou. A vitória comunista na Espanha provocaria, por estímulo, a "bolchevização" da França, e seu regime ver-se-ia cercado por ela e pela URSS de Stalin.
Em pouco mais de três meses depois chegava à Sevilha, a Legião Condor, composta por 4 esquadrões de bombardeios e outros 4 de combate, além de unidades antiaéreas, antitanque e de panzers, num total de 6.500 homens. O acordo com os nacionalistas espanhóis concebia uma grande autonomia das forças nazistas que subordinavam-se apenas ao Jefe del Alzamiento, isto é ao próprio Franco. Madri, ainda em mãos dos republicanos esquerdistas, estava, desde o princípio do levante de 18 de julho, submetida a bombardeios aéreos irregulares
2. O ataque
Em um dia de feira-livre na pequena cidade da Biscaia. Das redondezas chegavam as suas estreitas ruas os camponeses do vale de Guernica, no país dos bascos, trazendo seus produtos para o grande encontro semanal. A praça ainda estava bem movimentada quando, antes das cinco da tarde, os sinos começaram os seus badalos. Tratava-se de mais uma incursão aérea. Até aquele dia fatídico - 26 de abril de 1937 - Guernica só havia visto os aviões nazistas da Legião Condor passarem sobre ela em direção a alvos mais importantes, situados mais além, em Bilbao. Mas aquela 2ª feira foi diferente. A primeira leva de Heinkels-11 despejou sua bombas sobre a cidadezinha precisamente às 16:45 horas. Durante as 2 horas e 45 minutos seguintes os moradores viram o inferno desabar sobre eles. Estonteados e desesperados saíram para aos arredores do lugarejo onde mortíferas rajadas de metralhadora disparada pelos caças os mataram aos montões. No fim da jornada contaram-se 1.654 mortos e 889 feridos, numa população não superior a 7 mil habitantes. Quase 40% haviam sido mortos ou atingidos. A repercussão negativa foi tão grande que os nacionalistas espanhóis trataram logo de atribuí-la aos "vermelhos".
A escolha da pequena Guernica deveu-se a vários motivos. A cidade era um alvo fácil, sem proteção antiaérea, além de não ter uma população numerosa. Além disso abrigava um velho carvalho (Guernikako arbola) embaixo do qual os monarcas espanhóis ou seus legados, desde os tempos medievais, juravam respeitar as leis e costumes dos bascos, bem como as decisões da batzarraks (o conselho basco). Como o levante de Franco foi também contra a autonomia regional, a destruição de Guernica serviria como uma lição a todos os que imaginavam uma Espanha federalista ou descentralizada. Assim, quando a notícia da dizimação provocada pelo bombardeamento "científico" chegou aos jornais provocou um frêmito de horror em todos os cantos do mundo. Quase todos os habitantes de cidades, em qualquer lugar do planeta, sentiram instintivamente que estavam sendo apresentados a um outro tipo de guerra, à guerra total, e que, doravante, por vezes, seria mais seguro estar-se numa trincheira no fronte, do que vivendo numa grande capital.
3. Guernica de Picasso
Inspirado ou chocado com o terror das cenas de Guernica, Picasso retratou o horror em uma tela, quase um mural de 350,5 x 782,3, levando 5 meses para concluir.
Para retratar o clima sombrio que envolvia o desastre, utilizou-se da cor negra, do cinza e do branco. O painel encontra-se dominado no alto pela luz de um olho-lâmpada - símbolo da mortífera tecnologia - seguida de duas figuras de animais. No centro um cavalo apavorado, em disparada, representa as forças irracionais da destruição. A direita dele, impassível, um perfil “picassiano” de um touro imóvel. Talvez seja símbolo da Espanha em guerra civil, impotente perante a destruição que a envolvia. Logo a baixo do touro, encontramos uma mãe com o filho morto no colo. Ela clama aos céus por uma intervenção. Trata-se da moderna pietá de Picasso. Uma figura masculina, geometricamente esquartejada, domina as partes inferiores. A direita, uma mulher, com seios expostos e grávida, voltada para a luz, implora pela vida, enquanto outra, incinerada, ergue inutilmente os braços para o vazio, enquanto uma casa arde em chamas. Naquele caos a tecnologia aparece esmagando a vida.
Fontes:
Descobrindo a História Idade Contemporânea 8ª série
Elio Bonifazi e Umberto Dellamonica.
http://educaterra.terra.com.br, capturado dia 2 de novembro de 2007
http://pt.wikipedia.org, capturado dia 2 de novembro de 2007
Lei Seca
Como resultado das pressões populares, em 1920, entra em vigor a 18ª emenda constitucional dos EUA, proibindo a fabricação, o comércio, o transporte, a importação e a exportação de bebidas alcoólicas. Essa medida foi tomada com o objetivo de salvar o país de problemas que iam da pobreza à violência. O texto instituía o Ato de Proibição Nacional, também conhecido por Ato de Volstead, na qual era considerada “intoxicante” qualquer bebida que tivesse mais do que 0,5% de álcool ( as cervejas mais fracas têm 2%)
Válida por 13 anos, a emenda se tornou um dos maiores fracassos legislativos do país, surtindo efeitos extremamente contrários aos esperados. Apesar de ter apoio de muitos setores da sociedade, a Lei Seca foi ignorada por milhões de americanos. Muitos iam ao Canadá e voltavam com caminhonetes e lanchas cheias de bebida. Outros faziam uísque no seu próprio quintal. Havia até quem se passase por padre ou médico para conseguir alguns litros de vinho sacramental ou destilados medicinais. A falta de fiscalização resultou na organização da venda e fabricação clandestina. Foi assim que surgiu os gângsteres e a máfia. Dessa forma cidades como Chicago e Nova York, viram a criminalidade explodir.
Sob a lei, os americanos encontravam-se nos “speakaesies”, bares clandestinos, muitas vezes subterrâneos, nos quais era preciso falar baixo para não chamar a atenção. Além disso, surgiram bebidas muito incrementadas, com o objetivo de disfarçar o gosto ruim dos destilados clandestinos de baixíssima qualidade, frabricados de maneira tosca e contendo substâncias tóxicas como óleo de cozinha com água de colônia, fluido de isqueiro, sucos e xaropes, alvejantes, solventes de tinta e formol, um exemplo é o bloody Mary, à base de suco de tomate. Isto contribuiu para que o numero de casos de morte por cirrose praticamente não diminuísse durante a Lei Seca.
Mas nem todas as mortes tinham relação com o fígado. Entre 1920 e 1935, as taxas de assassinato cresceram 30%, os delitos de dirigir embriagado cresceu 467% e as mortes por alcoolismo 600%. Contudo, os americanos seguiam suportando a proibição, já que o país passava por um moneto de extremo desenvolvimento. Mas com a quebra da bolsa de Nova York, a falência das fábricas e famílias, determinou o fim da Lei Seca. A depressão cortou o fluxo de dinheiro que fluía para o crime organizado, as pessoas ficaram desempregadas e alegavam que com o fim da proibição poderiam movimentar a economia.e aumentaria a arrecadação de impostos.
Em Março de 1933, dias depois de assumir a presidência, Franklin Roosvelt pediu ao Congresso que legalizasse a cerveja. Finalmente, em 5 de dezembro, a Lei Seca se tornou a única emenda constitucional americana a ser revogada.Em clima de festa, os bares americanos voltaram a funcionar a pleno vapor.
De fato, o volume de bebidas diminuiu: o número de litros consumidos em 1915 só seria atingido novamente em 1970. Porém, com a proíbição, os americanso mudaram de hábitos. Como a cerveja era mais difícil de ser feita, eles passaram a preferir destilados, que contém muito mais álccol. A Lei Seca fez os EUA beberem menos, mas beberem pior. Além disso tornou os mafiosos em lendas vivas.
Curiosidades:
- Partidários da Lei Seca defendiam a idéia que um alto teor de álccol no sangue podia provocar uma combustão espontânea
- Convencidas que a Lei Seca acabaria com os crimes, algumas cidades venderam os prédios, onde ficavam suas prisões.
- O movimento da Temperança chegou a reescrever a Bíblia, tirando todas as referências a álccol. E insistia que Jesus não tomou vinho, mas sucon de uva.
- Nos anos 30 alguns desesperados usavam fluídos de refrigerantes para fazer bebidas. Muitos deles morriam.
Cartaz americano: “você me(EUA) apóia ou apóia a bebida?””Vote, sim, para a proibição"
A proibição da venda de licor (bebida) conduziu
a um comércio ilegal próspero, e também
trouxeuma onda de crime e corrupção política
ao país. Aqui nós vemos um gângster humilde
com a pistola puxada, o chefe de crime
com o charuto, seguido pelo político corrupto.
Tornaram-se comuns os cantis de bolso
que escondiam abebida nos mais
improváveis lugares.
Comemoração pelo fim da Lei Seca
Patrícia Ramos e Myriam Becho, ed. Moderna.
Abril


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