Este blog aborda assuntos essênciais para a construção das nossas
vidas, afinal precisamos saber de onde viemos para
descobrir quem somos e para onde vamos. Nesta edição
falaremos sobre "A Primeira Guerra Mundial", um
conflito que marcou o início de um era de
transformações.


Sejam Bem-Vindos

sábado, 13 de outubro de 2007

Crise de 1929

Após a Primeira Guerra Mundial, os EUA emergiram como potência capitalista mundial, já que a Europa encontrava-se arrasada pela guerra e necessitando de diversos produtos. Assim, os EUA fizeram grandes investimentos na Europa a fim de recuperá-la economicamente e transformá-la em um grande mercado consumidor dos produtos norte-americanos.
O país estava vivendo uma intensa euforia, um momento de pleno desenvolvimento econômico e prosperidade. Surgiu então um novo estilo de vida: o “american way of life”, que caracterizava-se pelo grande aumento na aquisição de automóveis, eletrodomésticos e toda sorte de produtos industrializados.




"American way of life" inspirava grande prosperidade. Os capitais americanos investidos em todo o mundo davam altos lucros, a alta produção americana possibilitava um baixo desemprego. O consumo era gigantesco, em 1929, um em cada seis americanos tinha um carro, enquanto na Europa a média era de um carro para 84 pessoas.
Além disso, criou-se o hábito de aplicar na bolsa de valores, conseguindo recursos
através da especulação.





"TV e Carro os símbolos da prosperidade"



Participação das Potências em % na Produção Industrial Mundial de 1929
















Porém com o tempo a Europa foi reconstruindo suas empresas e voltando à produzir. Por volta de 1925 a indústria européia já estava funcionando a todo vapor, podendo competir com os produtos americanos. Mas os EUA, ao invés de diminuírem sua produção, continuaram a produzir em grande escala. A conseqüência foi uma superprodução. Sem mercado consumidor as empresas começaram a ter grandes prejuízos. Para manter sua margem de lucro, estes despediram seus funcionários, o que resultou numa redução ainda maior no mercado consumidor, agora interno.



O ciclo era vicioso e aos poucos a crise foi se alastrando para outros setores da economia americana como a agricultura. A queda do preço dos produtos industrializados provocou a queda do preço dos produtos primários. Com a queda do lucro e impostos a pagar, milhares de fazendeiros perderam suas fazendas para pagar dívidas, aumentando as massas desempregadas.

Não tardou muito para que a crise atingisse a Bolsa de Valores. As pessoas investiam na bolsa, pagavam um pequeno porcentual do valor e o restante era pago pelo próprio lucro da aplicação. Porém a produção não crescia no mesmo ritmo que a especulação, ou seja bilhões de dólares eram apenas papel, não representavam realmente as riquezas produzidas. Assim com a crise os bancos começaram a exigir o pagamento das dívidas, mas ninguém tinha direito para pagar.



O pânico tomou conta dos acionistas das grandes companhias. Se entre 1927 e 1929 as ações passaram de 130 a 218 pontos, no mês de outubro de 29 caíram 40%. Isso culminou na célebre “Quinta-feira negra” (24 de outubro). Mas a crise não parou por aí, no dia 29 de Outubro de 1929, conhecido como “Terça-feira negra”, a queda das ações acentuou-se para 80%, 15 bilhões de dólares desapareceram no pregão daquele dia. Foi o Crash (quebra) da Bolsa de Valores de Nova Iorque.





Abalados pela crise, os EUA reduziram drasticamente a compra de produtos estrangeiros e suspenderam totalmente os empréstimos a outros países. E se isso não bastasse, aprovaram uma lei, o Ato Tarifário Smoot-Hawley, que aumentava as tarifas alfandegárias em cerca de 20 mil itens não-perecíveis estrangeiros, acreditavam que isto iria reduzir a competição de produtos estrangeiros no país. Porém, outros países reagiram através da aprovação de leis e atos semelhantes, assim causando uma queda súbita nas exportações americanas. As taxas de desemprego subiram de 9% em 1930 para 16% em 1931 e 25% em 1933. Durante a década de 1930, a taxa de desemprego nos Estados Unidos não retornaria mais às taxas de 9% de 1930, se mantendo em perto da casa dos 20%.




"Desemprego e Fome"




O Presidente americano Herbert Hoover acreditava que a economia dos Estados Unidos iria recuperar-se, sem que a interveção do governo americano na economia do país fosse necessária.
No final de 1932, as eleições presidenciais americanas foram realizadas. Os dois principais candidatos foram Hoover e Franklin Delano Roosevelt. Roosevelt saiu-se vencedor da eleição, tornando-se Presidente dos Estados Unidos. Ele, ao contrário de Hoover, acreditava que o governo americano era a principal responsável para lutar contra os efeitos da Grande Depressão.


Em uma sessão legislativa especial, sessão conhecida como Hundred Days ("Cem Dias"), Roosevelt, juntamente com o congresso americano, criaram e aprovaram uma série de leis que, por insistência do próprio Roosevelt, foram nomeadas de New Deal("Novo Acordo").

• Concessão de empréstimos a empresários urbanos e rurais, que haviam falido com a crise;
• O governo passava a controlar a produção e os preços de grande parte dos produtos industriais e agrícolas;
• Construção de grandes obras públicas;
• Elevação dos salários, diminuição da jornada de trabalho e legalização de sindicatos.
• Criação do salário-desemprego e da assistência aos inválidos e velhos.

O New Deal ajudou a minimizar os efeitos da Grande Depressão nos Estados Unidos da América. A economia americana gradualmente, mas lentamente, passou a recuperar-se, desde 1933. O governo americano também diminiu as tarifas alfandegárias em certos produtos estrangeiros, assim estimulando o comércio doméstico.


Porém, apesar dos programas governamentais criados com o intuito de reduzir o desemprego, cerca de 15% da força de trabalho americana continuava desempregado em 1940. Foi necessário a entrada do país na Segunda Guerra Mundial para que as taxas de desemprego caíssem aos níveis de 1930, de 9%. A entrada do país na guerra acabou com os efeitos negativos da Grande Depressão, e a produção industrial americana cresceu drasticamente, e as taxas de desemprego caíram. No final da guerra, apenas 1% da força de trabalho americana estava desempregado. Perto do final da guerra, os Estados Unidos e todos os outros 44 países Aliados assinaram o que é conhecido como os Acordos de Bretton Woods, com o intuito de evitar futuramente uma nova crise monetária e econômica da escala da Grande Depressão.

A Grande Depressão no Mundo

A crise espalhou-se rapidamente por todo o mundo. Muitos dependiam economicamente dos EUA e outros deviam muito para ele. A relação EUA- mundo fez com que a crise fosse mundial.
Na Europa deveu-se, sobretudo à retirada de capitais, uma vez que desde a I Guerra, os bancos americanos faziam importantes investimentos na Europa e, além disso concediam importantes empréstimos. Com a eclosão da crise, os americanos procuram fazer regressar os seus capitais provocando uma grande perturbação na Europa. Muitos bancos, sobretudo na Áustria, Alemanha e na Inglaterra, faliram ou conheceram sérias dificuldades, o mesmo aconteceu com as empresas que necessitavam de empréstimos bancários para sobreviverem.

Praticamente todos os países, da América do Norte, à Europa e ao Japão, da África à América Latina, acabaram por ser afectados de uma forma ou de outra pela crise. O desemprego atingiu em todo o mundo limites quase incalculáveis.

Esta crise não deixou nenhuma classe social de parte, atingiu-as a todas de forma muito violenta.
As classes médias viram-se afetadas pela multiplicação das falências no comércio, no artesanato e na indústria. Os camponeses ficaram arruinados e os operários no desemprego.

As exportações de produtos agrários e minérios, tais como café, trigo e cobre, de países da América Latina, caiu de 1,2 bilhão de dólares em 1930 para 335 milhões de dólares em 1933, aumentando para 660 milhões de dólares em 1940. Os efeitos da crise fizeram com que em alguns destes países, muitos agricultores passassem a investir seu capital na manufatura, causando a industrialização destes países, em especial, a Aegentna e o Brasil. Neste segundo país, aliás, a industrialização se acelerou com a perda de poder político dos cafeicultores paulistas, fenômeno consolidado com a vitoriosa Revolução de 30.


Em vários dos países afetados, partidos políticos extremistas, de caráter nacionalista, apareceram. Outros partidos políticos, de cunho comunista, também foram criados. No Reino Unido, por exemplo, tanto o Partido Comunista quanto o Partido Facista britânico receberam considerável suporte popular. O mesmo ocorreu com o Partido Comunista ca

nadense.
Outros partidos políticos menos extremistas também surgiram. A grande maioria, se não todos, prometiam retirar o país (ou uma dada província/estado) da recessão. O Partido do Crédito Social no Canadá, de cunho conservador ganhou grande suporte popular em Alberga província canadense severamente afetada pela Grande Depressão. Em alguns destes países, partidos extremistas foram proibidos, como no Canadá. Outros partidos políticos extremistas, porém, conseguiram chegar ao poder, notavelmente os nazistas na Alemanha e os facistas na Itália.



Fontes
http://www.historiadomundo.com.br
http://pt.wikipedia.or
http:// alunos.lis.ulusiada.pt
http:// br.geocities.com
http:// dandelife.com
http://www.colband.com.br
http://www.brasilescola.com
http://netopedia.tripod.com
http://www.coladaweb.com
Capturados no dia 6/10/2007