
Em 1914, ocorreu o Congresso de Viena, que reuniu embaixadores das grandes potências européias, com o objetivo de reorganizar as fronteiras da Europa, após a derrota de Napoleão. Assim surgiu a Confederação Germânica, que ficou dividida em 19 estados independentes, sendo os mais influentes neste campo a Áustria e a Prússia. Ambas sonhando em unificar o território alemão.
Com o crescimento econômico e industrial, surgiu a necessidade de uma unificação alfandegária. Foi o que ocorreu no Norte da Alemanha e aos poucos todos os países foram aderindo ao Zellverein e se desenvolvendo. No entanto a Áustria ficou excluída por opção da Prússica, que a via como uma ameaça à sua hegemonia. Esta, não conseguindo justificar diplomaticamente tal fato montou um estratagema militar, idealizado por Bismarck.
A Prússia conseguiu o apoio italiano e a neutralidade francesa, depois provocou à Áustria, que se viu obrigada a declarar guerra aos prussianos. Esta foi derrotada, pois precisou dividir seu exército em duas frentes: uma contra a Itália e outra contra a Prússia e por isso foi derrotada.
Com isto, formou-se a Confederação Germânica do Norte, protestante, sob a liderança de Guilherme I, quanto ao sul católico, uniu-se a França.
Para resolver este problema a Prússia usou a mesma estratégia de provocar para ser atacado. A França sentindo-se ofendida declarou guerra e foi derrotada perdendo os territórios de Alsácia e Lorena. Com esta vitória, o Kaiser conseguiu unir os principados do sul, completando a unificação.
Desta forma a Alemanha ganhou um eterno inimigo: A França, que promete se vingar ( revanchismo Frances). Além da questão de Alsácia e Lorena, uma região rica em ferro e importante para o desenvolvimento industrial, os dois países reclamam a região do Marrocos, no norte da África, o que promove conflitos em 1911 e acaba fazendo com que a Alemanha, além de ganhar uma faixa do sudoeste africano fique com uma parte do Congo, ambas pertenciam à França.
Outra causa foi a Revolução Industrial,na qual ocorreu um aumento na produção e um acúmulo de capital. Os países europeus começaram, então, a praticar o protecionismo econômico.
Desse modo, os países industrializados produziam, mas não compravam de nenhum outro país, e a população não ganhava o suficiente para consumir todo o mercado interno. Isto provocou uma corrida por novos mercados fora da Europa. A política Imperialista vislumbrou a Ásia, a África e a Oceania,como novos mercados, implantando-se o neocolonialismo e os protetorados. Assim essas regiões ficaram divididas entre vários países europeus.
O desenvolvimento desigual doa países capitalistas, levaram países que chegaram tarde à corrida neocolonialista, como a Alemanha (unificada tardiamente) e a Itália, reivindicaram uma redivisão do território econômico mundial. Os outros países não aceitaram e iniciou-se uma série de rivalidades pelas lutas de mercados consumidores e fornecedores de matérias-primas.
No mosaico de povos iugoslavos, havia populações austríacas e do Império Austro-Húngaro. O governo russo, que alegava ser o protetor dos povos eslavos, via com hostilidade a presença da Áustria na região, apoiando a Sérvia na disputa pelos Bálcãs.
Além de tudo isso, os países estavam tomados por um forte sentimento de nacionalismo. A propaganda nacionalista se fez a partir da escola, onde se ensinava a exaltar a história da nação.
“[...] nos dois lados a guerra tinha que ser travada mediante a mobilização da opinião pública, Istoé, alegando profundo desafio a valores nacionais aceitos, como o barbarismo russo contra a cultura alemã; a democracia francesa e britânica contra o absolutismo alemão, ou coisas assim.” HOBSBAWM, Eric J. A era dos impérios. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1988.
O estopim da guerra foi assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, pelo nacionalista bósnio Gravilo Princep.
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